Justamente premiado, o longa é impecavelmente bem feito, uma vez que mantém o ar sombrio e pessimista do primeiro e ainda presenteia os espectadores com duas histórias ao invés de uma: por meio de duas narrativas paralelas, Francis Ford Coppola (o diretor) mostra o nascimento da verve trapaceira que impulsionou Vito Corleone (desta vez interpretado por Robert De Niro) a construir o império de poder “alternativo” que dominou grande parte dos Estados Unidos e o início da decadência de Michael Corleone (o novo Dom) após resolver eliminar todo e qualquer inimigo que se opusesse a seus planos.
A esquematização dramática do roteiro é praticamente semelhante a da primeira parte da trilogia: a produção começa com uma festa familiar, na qual a confraternização entre os parentes divide o espaço com as negociações obscuras entre o Dom Corleone e seus comparsas e/ou apadrinhados. Após um ataque inesperado à família (no segundo filme Michael e sua esposa Kay (Diane Keaton) são surpreendidos por um tiroteio em seu quarto) várias camadas de interesse mafioso aparecem, fazendo com que conflitos entre as famílias e, no caso do filme analisado, também o governo, sejam deflagrados. A partir daí, os Corleone se juntam para manterem a posição de destaque que Vito construiu ao longo das décadas.
Para reforçar a decadência pessoal de Michael, a história de sucesso de Vito (desde a morte de toda a sua família na Sicília até o nascimento de Michael e sua ascensão na máfia novaiorquina) é intercalada com as cenas em que Michael perde forças e se torna cada vez menos influente. A direção é genial na montagem dessas seqüências, equilibrando de maneira adequada os dois momentos históricos. Por falar em história, são incluídas na produção seqüências de eventos reais, como a chegada dos imigrantes italianos nos Estados Unidos no início do século XX e a Revolução Cubana.
Mas antes de comemorar a vitória, O Poderoso Chefão: Parte II teve que travar uma disputa ferrenha com o brilhante Chinatown, de Roman Polanski, que também obteve 10 indicações no Oscar (mas levou apenas o Roteiro Original). Além dos dois, ainda concorreram Inferno na Torre (The Towering Inferno), Lenny e A Conversação (The Conversation), outra produção de Coppola naquele mesmo ano.
O PODEROSO CHEFÃO: PARTE II (THE GODFATHER: PART II)
LANÇAMENTO: 1974 (EUA)
DIREÇÃO: FRANCIS FORD COPPOLA
GÊNERO: DRAMA/ POLICIAL
NOTA: 9
2 comentários:
Sem comentários. Filmão.
Opaaa... Gui, to meio sem entrar na net, mas vamos cvs sobre o Hopi. PQ o tim num vai rolar???
Abracao!!
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