07 março 2011

TOP 2004 - O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

Não sou fã da coleção de livros (por falta de tempo para ler), desconheço várias nuances da história e faz mais de 5 anos que assisti a trilogia completa, mas posso garantir, depois de passar mais de três horas em frente a TV revendo O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que ele é um dos melhores filmes que assisti em toda minha vida. Foi na cerimônia do Oscar de 2004 que a última parte da tripla empreitada cinematográfica encabeçada por Peter Jackson levou onze estatuetas da Academia (foi indicada em todas) se igualando, em quantidade de prêmios, aos clássicos Ben-Hur e Titanic. Somente de bilheteria foram mais de 2 bilhões de dólares, ocupando o terceiro lugar no ranking das maiores arrecadações de todos os tempos.

A história, criada pelo britânico J. R. R. Tolkien nas décadas de 30 e 40 do século passado, chega ao seu fim quando os hobbits Frodo e Sam finalmente alcançam a Montanha da Perdição, nas terras de Mordor, a fim de destruir o Um Anel, devolvendo aos homens o poder da Terra-Média, roubado por Sauron. São tantos detalhes, como nomes de pessoas e lugares, que não seria possível, nem interessante, dedicar muito tempo em características do roteiro, até porque a maioria dos que estão lendo já assistiram o filme e só estariam se informando de algo já sabido (não desmerecendo o trabalho dos roteiristas, que é estupendo – prova foi a premiação de melhor roteiro adaptado em 2004).

Vou, por este motivo, concentrar-me nas belezas da produção que nos saltam aos olhos e à mente assim que somos transportados às aventuras das criaturas fantásticas da Terra-Média. As cenas de guerra, extremamente bem ambientadas numa realidade que se assemelha a nossa Idade Média, são perfeitas, recheadas de uma sincronia impressionante entre elenco vivo e criações computadorizadas e gigantescas, colossais. Quem já havia se impressionado com as centenas de figurantes nos combates realizados nos dois primeiros longas não imagina que, numa superação sem precedentes, a equipe técnica da parte final da trilogia cria imensidões de tropas, que se perdem aos olhos do espectador, e nos impressionam com sua veracidade.

Não podia ser diferente. Se em outras tentativas a última parte de uma trilogia nunca conseguiu superar a qualidade de seus antecessores, em O Senhor dos Anéis Peter Jackson não só conquistou esse feito, como também pôs O Retorno do Rei na lista das melhores obras cinematográficas de todos os tempos. Se não dou 10,0 para o filme, é porque dentre todos os gêneros, o épico não consegue fazer com que a minha identificação com o filme seja completa, mas em nada esse argumento pessoal tira o preciosismo do longa. Quem por motivo ou outro ainda não teve a oportunidade de verificar com os próprios olhos a grandeza de O Senhor dos Anéis, não pode perder mais tempo.

Falando sobre a votação da Academia em 2004, ela concedeu 11 oportunidades de que O Senhor dos Anéis levasse uma estatueta. E não é que os eleitores entraram na jogo e premiaram a obra com todas os onze prêmios de que dispunham? Não sobrou para ninguém. Exceto as premiações de atuação, que nem sequer indicaram alguém do elenco para a pendenga, quase todos os outros titulos foram conquistados pela obra máxima de Peter Jackson. Coitadas das produções que, realizadas ao longo de 2003, tiveram que disputar com O Senhor... para levar para casa algum prêmio.

No caso dos candidatos à categoria Melhor Filme, os perdedores foram: Encontros e Desencontros (Lost in Translation), de Sofia Coppola; Seabiscuit – Alma de Herói (Seabiscuit), Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo (Master and Commander: The Far Side of The World) e uma das obras- primas de Clint Eastwood: Sobre Meninos e Lobos (Mystic River).

OBS: Peter Jackson já começou o processo de produção de O Hobbit, que na literatura vem cronologicamente antes do primeiro O Senhor dos Anéis. A história será dividida em dois longas, que serão lançados, respectivamente, em dezembro de 2012 e 2013, e prometem ser tão bons ou melhores que a trilogia que lançou o diretor no rol de bam-bam-bans do cinema.

O SENHOR DO ANÉIS: O RETORNO DO REI (THE LORD OF THE RINGS: THE RETURN OS THE KING)
LANÇAMENTO: 2003 (EUA/ NOVA ZELÂNDIA)
DIREÇÃO: PETER JACKSON
GÊNERO: AÇÃO/ AVENTURA/ DRAMA
NOTA: 9,9

Um comentário:

Kahlil Affonso disse...

um filme brilhante... merecedor de cada oscar e cada centavo que ganhou nas bilheterias... uma obra-prima

http://filme-do-dia.blogspot.com/