Para conseguir tal feito, o diretor e roteirista James L. Brooks lançou mão de um dramalhão novelístico de muita qualidade, que explora diversas vertentes da relação tempestuosa entre uma mãe superprotetora e sua filha rebelde. Shirley MacLaine interpreta a durona Aurora Greenway, viúva que teve de cuidar sozinha da filha após a morte do marido, abstendo-se de outras prioridades que não fossem o bem estar de Emma (Debra Winger).
Quando conhece o astronauta aposentado Garrett Breedlove (Jack Nicholson), que é seu vizinho, Aurora percebe que um novo relacionamento pode dar certo, mesmo que o comportamento displicente e promíscuo de Breedlove conflite com a resignação careta de Aurora. Ao mesmo tempo em que a mãe vive a dúvida amorosa, Emma também vive um dilema em Des Moines, no Iowa (cidade para a qual se muda com a marido [inimigo de Aurora] a fim de fugir das neuras da mãe).

As interpretações são extremamente excelentes, o que garantiu a Shirley MacLaine o prêmio de Melhor Atriz, a Jack Nicholson o de Melhor Ator Coadjuvante, a John Lithgow uma indicação a Melhor Ator Coadjuvante e a Debra Winger a indicação à Melhor Atriz. Para quem gosta de chorar em filmes, Laços de Ternura é a pedida perfeita, pois estão todos super emocionantes em seus papéis (não apelando, felizmente, para um estilo à la novelas mexicanas).
Com um roteiro e uma direção impecáveis, Laços de Ternura consegue cativar pela proximidade com temas polêmicos, como o adultério, o aborto, o amor na terceira idade, o cancêr, mas se perde no entrelaçamento desses assuntos, tornando-se confuso e diversificado demais às vezes. É uma prova absoluta de que as novelas podem ser produtos de qualidade indiscutível. O problema é que quiseram fazer caber uma novela inteira em duas horas de exibição.
LAÇOS DE TERNURA (TERMS OF ENDEARMENT)
LANÇAMENTO: 1983 (EUA)
DIREÇÃO: JAMES L. BROOKS
GÊNERO: DRAMA
NOTA: 8,5
3 comentários:
Já não gosto de drama, daí vc ainda diz que este filme ganhou a estueta por não haver concorrerntes e que as pessoas que gostam de chorar vão adorar este filme???
ixi, não passo nem perto!!!
ow, como vai ser de natal? vai voltar pra casa?
Abracos
Oi Gui! Este eu vi, estava na faculdade em Campinas... Sobre tratar do assunto câncer, não foi um dos primeiros não, lembro de alguns quando era bem criança. Uma coleguinha perdeu a mãe assim e o assunto ficou martelando minha cabeça a ponto de não esquecer. isto que falo é coisa de início dos anos 70. Eu vi um dos anos 50, na sessão da tarde da Globo, Gata em teto de zinco quente, outro de 70 ou 71, Glória e derrota (meu pai adorava e toda vez que repetia eu via com ele), que fala de jogadores e o maior sucesso pra mim daqueles tempos, Love Story (chorei bicas!).
Você sabia que eu tive o meu 'cine paradiso' com meu pai? Ele colocava as músicas do canal 100 e da espera antes do filme e eu entrava com ele, quando podia... Lá se chamava Cine Pax.
Beijos, feliz Natal e um excelente 2011. Saudades docê GUI!
Eu nunca prestei muita atenção nesse Laços de Ternura por um motivo muito simples: não gosto das comédias e dramas bobos que o Nicholson fez ao longo da carreira. O único que eu salvei até hoje foi o Tratamento de choque (aquele em que ele faz dupla com Adam Sandler). No mais...
Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com
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