Com o passar do tempo, começamos a entender o drama de László, que foi apaixonado pela esposa de um correligionário inglês, seu parceiro na luta contra os adversários bélicos (vivido por Colin Firth). A história de amor proibido dos protagonistas é digna dos grandes épicos da era clássica do cinema (o filme me lembrou muito Casablanca, inclusive por também se passar no continente africano), porém seu roteiro, pelo fato de intercalar com muita freqüência o passado e o presente, perde-se e se torna cansativo, monotonia implementada pelo excesso de quadros monocrômicos. É muita areia, muito vento, muito deserto e pouca ação, pouco movimento.

Além deste, concorreram ao prêmio de Melhor Filme mais quatro produções (como de costume): Segredos e Mentiras (Secrets & Lies), Fargo – Uma Comédia de Erros (Fargo), Shine – Brilhante (Shine) e Jerry Maguire – A Grande Virada (Jerry Maguire). Confesso que ainda não assisti nenhum dos candidatos além do vencedor, mas uma coisa é evidente: uma obra que se propõe homenagear os clássicos épicos das décadas passadas e não oferece diferencial algum em relação às produções predecessoras, sem que haja um gancho de atualidade que garanta, no mínimo, a identificação do público com o estilo fílmico em que o longa foi rodado, é fraca. Não deve haver confusão, no entanto, entre uma produção épica e uma produção antiga. O que entra em discussão são as características cinematográficas que uma época carrega, podendo um filme épico ser rodado em qualquer tempo, desde que seja atual (em estilo, e não no roteiro).
O PACIENTE INGLÊS (THE ENGLISH PATIENT)
LANÇAMENTO: 1996 (EUA)
DIREÇÃO: ANTHONY MINGHELLA
GÊNERO: DRAMA/ GUERRA
NOTA: 7,0
Um comentário:
Drama e Lento? Tô fora!
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