Diferentemente de Magnólia, as histórias que se cruzam em Crash são mais bem amarradas, são mais verossímeis e, por serem constituídas por personagens de todos os nichos sociais, agregam valor a todos os tipos de público. Assim como o título sugere, as situações vividas no longa são fruto das colisões da vida, dos encontros que nos fazem refletir sobre nossas existências e avaliar quem somos e o que estamos fazendo para melhorar a convivência com nossos contemporâneos num mundo cada vez mais individualista.

As atuações estão inebriantes, e até mesmo Sandra Bullock e Brendan Fraser (insossos na maioria das vezes) conseguem mostrar um talento adormecido. Além da expertise do roteiro, que também é assinado por Haggis, a edição e a fotografia estão brilhantes. Prefiro nem comentar sobre a trilha sonora por medo de ser simplista demais diante de tamanha qualidade. De modo geral, Crash é um daqueles filmes obrigatórios a todos, independentemente de sexo, cor, raça, idade ou etnia.
No Oscar 2006, além de melhor filme, Crash levou mais 2 prêmios para casa: Roteiro Original e Montagem. Uma das maiores polêmicas da noite foi a obra de Haggis ter desbancado O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain), grande favorito da noite, com oito indicações. Os dois realmente eram adversários competentes (e seria muito interessante que o romance gay entre cowboys levasse a melhor) mas evidentemente Crash ainda é superior em alguns aspectos, tendo sido uma vitória apertada, mas justa. Além destes dois, concorreram ao prêmio-mor do Oscar mais três longas. São eles: Capote, Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, And Good Lucky) e Munique (Munich), de Steven Spielberg.
CRASH – NO LIMITE (CRASH)
LANÇAMENTO: 2005 (EUA/ ALEMANHA)
DIREÇÃO: PAUL HAGGIS
GÊNERO: DRAMA
NOTA: 9,7
5 comentários:
Perfeito realmente.
Ai Guii... esse filme é muito chato.
Não consegui assisti-lo sem dormir!
essa é uma das piores vitórias do oscar... apesar de gostar do filme, acho ele o menos menos merecedor do prêmio
http://filme-do-dia.blogspot.com/
Pretensiosa e fraquíssima colcha de retalhos de uma pseudo-"denúncia social"... Muita abobrinha reunida e uma das mais injustas estatuetas de melhor filme! Você vai me desculpar, mas acho que não vimos o mesmo filme, ré, ré (9,7?!)! Abração!
Levei dois dias para ver esse filme. Só faço isso com filmes chatos, mas que quero acompanhar pra não ficar por fora. Não gostei da narrativa, apesar de ter adorado a temática. Abraço!
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