Está óbvio que falo de Gladiador, uma das obras mais fracas da carreira do diretor Ridley Scott, que abocanhou cinco estatuetas na edição 2011 do Academy Awards, incluindo Melhor Filme, Ator e prêmios técnicos, como Figurino, Efeitos Visuais e Som. O épico tem lá suas qualidades, mas peca (e muito) na composição de um quadro de histórias de vida reais mescladas com a ficção. Pode até ter sido de propósito, mas acho que essa mistura interferiu um pouco na recepção e na fruição dos espectadores.

Mesmo assim, oferece nada mais do que diversão e imagens bonitas para o espectador, que não tem nem vontade de torcer pelo sucesso do protagonista, como aconteceu com William Wallace em Coração Valente, por exemplo. Faltou a criação de uma identificação maior dos receptores com os personagens, que são representados de um modo frio, maniqueísta, isento de proximidade com quem os assiste. A atratividade das lutas no Coliseu sem dúvida funciona, principalmente quando me refiro à predileção de certas pessoas por entretenimento gratuito, sem profundidade artística.
Revelando um pouco do roteiro, Gladiador conta a história de um gladiador (ooohhhh!) que busca a vingança após sua condenação a morte e o assassinato de sua família. Antes do novo ofício, Maximus (Crowe) era um general importante do exército romano, braço direito e provável herdeiro do trono após a morte de Marcus Aurelius, fato de desagrada o herdeiro oficial do trono, Commodus (Joaquin Phoenix), que resolve adiantar o fim da vida do pai antes do anúncio de Maximus como novo imperador. Além disso, condena o rival à morte e enforca esposa e filho do protagonista. Sozinho no mundo, Maximus consegue fugir, mas não vê sentido em mais nada a não ser se vingar do assassino de sua família. Aos poucos se consagra como gladiador, sob o pseudônimo de espanhol, e gradativamente chega mais perto de Commodus.
GLADIADOR (GLADIATOR)
LANÇAMENTO: 2000 (EUA/ REINO UNIDO)
DIREÇÃO: RIDLEY SCOTT
GÊNERO: AÇÃO/ DRAMA
NOTA: 7,5
Nenhum comentário:
Postar um comentário