O longa é uma espécie de auto-cinebiografia travestida de pura ficção. Foi o próprio Stallone quem escreveu o roteiro (paupérrimo nos diálogos) e interpretou Rocky Balboa, o protagonista (numa atuação sofrível e medíocre). Só faltou mesmo dirigir o filme (ainda bem que não o fez, senão tudo estaria perdido de vez). Foi o incrível trabalho do diretor John G. Avildsen que amenizou as precariedades de uma produção que nasceu fadada a ser mediana em todos os aspectos, mas que atendeu as necessidades do mercado, através do qual se tornou o estrondoso sucesso de bilheteria e a alavanca para que Sylvester entrasse de vez para o estrelato (ele era desconhecido do grande público até então).

Para quem não conhece a história, ela trata da fracassada vida de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um medíocre boxeador amador que luta dia-a-dia para sair da pobreza e sonha com uma carreira de sucesso nos ringues. Após conhecer Adrian (Talia Shire), o truculento e chucro lutador passa a ver a vida de outra maneira, deixando que alguma sensibilidade passe a fazer parte de seu comportamento. Sua sorte tem a chance de virar quando Apollo Creed (Carl Weathers), atual campeão mundial dos pesos pesados, o convida para lutar na final do campeonato mundial (apenas como uma estratégia de marketing para vender seu status de invicto). É a chance de Rocky de dar uma guinada na carreira e conquistar a notoriedade que tanto desejou. Como não tem dinheiro para bancar um tratamento digno, são as ruas da periferia que servem de pista de corrida e as peças de carne crua do frigorífico do bairro que funcionam como saco de pancadas (trecho mais tosco e improvável do filme).
O ponto positivo da produção é que ela não se restringe a apenas um filme de boxe, mas sim uma análise psicológica sobre o fracasso humano e a determinação, que funciona como uma espécie de mérito para o sucesso conseqüente. O problema é que tudo é muito raso, superficial, fraco desde o roteiro até a interpretação. Mesmo que o momento que os Estados Unidos passavam (Pós-guerra do Vietnã e pós-Caso Warergate) era delicado e precisava de histórias de motivação e superação para dar ânimo a população descrente, Rocky está longe de ser um símbolo do orgulho americano e muito menos exemplo de exportação do “American Way of Life”.
ROCKY, UM LUTADOR (ROCKY)
LANÇAMENTO: 1976
DIREÇÃO: JOHN G. AVILDSEN
GÊNERO: DRAMA
NOTA: 7,0
6 comentários:
Ainda bem que você consegue mostrar os pontos positivos do filme.
Mas não pretendo assisti-lo!
haha
É um bom filme, sem dúvidas. Concordo com os pontos positivos e negativos de sua crítica bem escrita, soube balancear bem os méritos e os deméritos de "Rocky".
Mas é indesculpável, no Oscar, tirado o prêmio principal das mãos de "Rede de Intrigas", uma das maiores obras-primas do Cinema. E roubado a indicação que deveria ser de "Taxi Driver". Fora isso... rs
abraço!
Olha, c vai ficar as ferias de dez e jan em SP???? Num sei se rola o Hp agora/agora nao. Meus recurssos estao no fim! ahuahauhaua
respondi sua pergunta!
Eu acho que você é só mais um idiota que está tentando aparecer e ficar famoso com esse tipo de crítica negativa, cujos argumentos não fazem sentido, é como se você estivesse apenas "socando no vazio" feito um louco. Pare de falar bobeiras sobre o Sylvester Stalone, ele sempre foi um ator conhecido mundialmente e o filme "Rocky Balboa" seja talvez uma de suas atuaçãoes no cinema, portanto filho, para com essa bobagem de criticar um dos melhores filmes da história, ou seu próximo artigo estaria falando como o fime "Titanic" é uma produção ruim de atores péssimos... e etc.
concordo com o cara anonimo aee, esse eh um otimo filme e mereceu o oscar dakele ano, e manow, para de fala bestera do silvester aee pow, o cara é fodão d+, acha q vai ficar famoso falando bestera assim? cresce maluco
Esse filme ganhar do TAXI DRIVER só mostra como o Oscar é uma comédia! Eu tento rir pra não chorar
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