31 maio 2010

TOP 1934 - Cavalgada

Qualquer tipo de arte é contextual, inclusive o cinema, o que pode ser comprovado pelo ganhador do Oscar de 1934, o drama de guerra (de novo!!) Cavalgada. Dirigido por Frank Lloyd, o longa descreve 30 anos da história da Inglaterra (de 1899 a 1932), passando por grandes acontecimentos que abalaram o país, como a morte da rainha Vitória, o naufrágio do Titanic e a Primeira Guerra Mundial. Qualquer semelhança com o ganhador do Oscar de 1932 Cimarron é pura coincidência...por esse detalhe dá pra perceber como os roteiros cinematográficos sempre acompanharam uma linha histórica definida. Com algumas exceções, houve épocas marcadamente iguais, nas quais filmes semelhantes ocuparam o topo da cadeia alimentar das estatuetas.

É o caso das produções pós-Crash, que acentuaram de maneira significativa o sentimento paternalista e patriota que fariam com que os EUA se tornassem a potência (sempre otimista) de sempre. Além desta insistência, podemos perceber a fixação pela guerra nos filmes deste começo do Oscar (aliás, vários filmes de guerra levaram a melhor ao longo das décadas). Mais um exemplo pacifista, Cavalgada é categórico ao demonstrar as conseqüências ruins da guerra, exemplificando com tragédias na vida da família Marryot. Todos os acontecimentos históricos da época são demonstrados através de consequências na vida de Jane e Robert Marryot e seus dois filhos.

Diferente do que a crítica diz, acredito que Cavalgada é até mais pacifista que Cimarron (considerado o filme mais anti-guerra de todos os tempos). Digo isto pela sequência final, na qual a periculosidade e as desvantagens da guerra são declaradamente expostas para o público. Para entenderem melhor, deixem-me explicar que o filme começa no reveillón de 1900 e termina no reveillón de 1933, numa tentativa de projeção negativa para o futuro. O espírito de "pode ser diferente se não houver mais guerras" é firme durante todo o filme.

Visualmente falando, é bom, por trazer à tela ações de guerra (bombardeios, tiros, explosões) com uma qualidade superior aos anteriores. Porém, é pior que Grande Hotel, que, mostrando apenas cenas internas, consegue superar expectativas tecnológicas da época. Quanto às atuações, perde por trabalhar com atores de teatro, sem experiência alguma com cinema. Novamente é inferior a Grande Hotel, que congrega qualidades de roteiro, atuação e fotografia.

Nem sempre grandes produções, mesmo que ganhem o Oscar de Melhor Filme, são super bem feitas, principalmente numa época em que, para mobilizar centenas de figurantes em longas cenas externas, a tecnologia não ajudava muito. O que quero dizer é que o simples passar dos anos não é sinal de desenvolvimento técnico nem crítico no cinema. De qualquer forma, Cavalgada é uma dica para quem gosta de filmes de guerra e, principalmente, concorda que a guerra não é nem um pouco boa para o mundo.

OBS: Veja a primeira alusão ao afundamento do Titanic, navio no qual o primogênito de Jane e Robert passam a lua-de-mel, e morrem.

OBS²: A tela de FIM apareceu de novo!! rsrsr

CAVALGADA - CAVALCADE
LANÇAMENTO: EUA (1933)
DIREÇÃO: FRANK LLOYD
GÊNERO: DRAMA DE GUERRA
NOTA: 7,2

4 comentários:

Tô Ligado disse...

Cara blz?

Não curto mesmo filme d eguerra, nem de Drama :(, mas pela sua crítica, Cavalgada parece ser diferente...sei lá. Mesmo que seja parecido com ouros filmes da época, pra mim já é diferente a começar pelo título.

Abraços
Brunno

@Raspante disse...

Curto filme de Guerra, e não conheci este longa, ele parece ser bem bacana. Ótima resenha!
Abs

Brentegani disse...

Puxa, deve ser massa o conteúdo histórico, legal, fiquei curiosa!
5 bjus

Anônimo disse...

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