
Cultura e Entretenimento levados a serio! Para quem, assim como eu, passa um terço da vida dormindo, um terço estudando e trabalhando e um terço no cinema, no teatro, na internet, na TV, no MP3, em shows etc...
29 novembro 2010
TOP 1974 - Golpe de Mestre

26 novembro 2010
1/3 ESTREIA - Demônio

Mesmo estando com medo do que me espera na sessão de Demônio, ainda me resta uma ponta de esperança que me faz acreditar que talvez o talento de Shyamalan estivesse adormecido durante alguns anos e agora volte de vez. A história do filme? Cinco pessoas desconhecidas entre si ficam presas em um elevador num prédio comercial e passam a morrer misteriosamente. O motivo? Uma delas é o demônio em pessoa. Esta é a primeira parte da trilogia Night Chronicles, que já tem como projeto a segunda parte “Reincarnate”, longa que conta a história de um júri popular assombrado pelo fantasma da vítima do assassinato que julgam. Os roteiros, simplórios em sua origem, podem se salvar diante de uma direção firme e talentosa, como aquela mostrada no início da carreira de Shy. Vamos torcer...e ir correndo para o cinema!
DEMÔNIO (DEVIL)
LANÇAMENTO: 2010 (EUA)
DIREÇÃO: DREW DOWDLE E JOHN ERICK DOWDLE
GÊNERO: TERROR
VONTADE: 10,0
Outras quatro produções são lançadas hoje no circuito cinematográfico nacional. São elas:
VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS (You Will Meet a Tall Dark Stranger) EUA, 2010. Direção: Woody Allen. Gênero: Comédia/ Romance. Elenco: Gemma Jones, Naomi Watts, Josh Brolin, Anthony Hopkins, Antonio Banderas, Lucy Punch, Freida Pinto, Pauline Collins, Anna Friel, Roger Ashton-Griffiths.
VONTADE: 10,0
CENTURIÃO (Centurion) Reino Unido, 2010. Direção: Neil Marshall. Gênero: Épico. Elenco: Michael Fassbender, Dominic West, Olga Kurylenko.
VONTADE: 5,0
OS OUTROS CARAS (The Other Guys) EUA, 2010. Direção: Adam McKay. Gênero: Comédia/ Ação. Elenco: Mark Wahlberg, Will Ferrell, Eva Mendes, Samuel L. Jackson, The Rock.
VONTADE: 7,0
UM QUARTO EM ROMA (Habitación en Roma) Espanha, 2010. Direção: Julio Medem. Gênero: Drama. Elenco: Elena Anaya, Natasha Yarovenko, Enrico Lo Verso.
VONTADE: 6,0
Sexta-feira que vem o 1/3 ESTREIA está de volta. Enquanto isso, continuem acompanhando o TOP 1/3 (que está a todo vapor) e não percam o novo RANKING que será publicado na semana que vem. Bom final de semana a todos.
25 novembro 2010
TOP 1973 - O Poderoso Chefão
Sem ser simplista na afirmação, acredito que a diferença está no fato da sutileza com a qual as famílias influentes nos assuntos ilícitos atuavam, mantendo a hegemonia inclusive sobre o poder público (polícia, vereadores, juristas) e o apelo bélico que os bandidos atuais têm de recorrer para manter um status de poder na sociedade. Além disso, a quantia de dinheiro envolvido é bem maior quando se estabelece outras fontes de renda que não somente o mercado do tráfico. A máfia siciliana em Nova Iorque na década de 40 controlava, através do poder de cinco grupos familiares, vários tipos de assuntos ilícitos, lucrando por meio de trocas de favores. A família mais poderosa, no que diz respeito ao raio de influência, era a Corleone, comandada pelo patriarca Vito Corleone (Marlon Brando), chamado por muitos de padrinho, pela disposição em ajudar qualquer um que quisesse ser seu amigo (por outro lado, cobrava favores em troca, além de ser totalmente insensível com aqueles que não quisessem ajudá-lo a manter seu poder).

A história é aparentemente simples, mas a maneira com que Francis Ford Coppola, o diretor, consegue conduzir a trama é inteiramente deliciosa, beirando a perfeição em algumas cenas. A relação familiar é ponto de refúgio para a violência durante toda a produção (cenas de casamento, batizado e relações familiares são entremeadas de tiroteios, assassinatos, emboscadas etc). A dualidade entre frieza e amor é ponto alto na história, fazendo com que nos compadeçamos e odiemos ao mesmo tempo os protagonistas.
Todo o poder de O Poderoso Chefão é conquistado, também, graças às interpretações maravilhosas de Marlon Brando (que conquistou seu segundo Oscar de Melhor Ator [o primeiro tinha sido em Sindicato de Ladrões]) e de Al Pacino (que praticamente inicia sua carreira com esse papel). A trilha sonora é inesquecível, sendo lembrada por todos os adoradores do cinema até hoje. Além disso, os diálogos são inteligentíssimos, com algumas falas memoráveis, e o filme é repleto de seqüências cênicas antológicas.
Sem me estender muito, já que se não me policiasse ficaria elogiando a produção durante horas, finalizo com uma curiosidade: O Poderoso Chefão foi o único vencedor do prêmio de Melhor Filme, na história do Oscar, que obteve menos estatuetas que qualquer outro candidato ao mesmo posto. Em 1973, Cabaret conquistou 8 estatuetas, enquanto que o Poderoso Chefão conseguiu apenas 3. Além dele e de Cabaret, concorreram a Best Picture os longas Lágrimas de Esperança (Sounder), Os Emigrantes (Utvandrarna) e Amargo Pesadelo (Deliverance).
O PODEROSO CHEFÃO (THE GODFATHER)
LANÇAMENTO: 1972 (EUA)
DIREÇÃO: FRANCIS FORD COPPOLA
GÊNERO: DRAMA/ POLICIAL
NOTA: 9,5
24 novembro 2010
TOP 1972 - Operação França
Para garantir ao espectador uma veracidade inédita na história do cinema, o diretor William Friedkin lançou mão de alguns artifícios, como um laboratório intensivo na periferia de Nova Iorque entre os dois atores e os verdadeiros Popeye e Cloudy que, em 1962, apreenderam o maior carregamento de heroína contrabandeada dos Estados Unidos; o uso do improviso nas cenas de perseguição, sem que houvesse aviso prévio à população (o que gerou alguns imprevistos na cena em que o carro do detetive segue um trem suspenso à 140 quilômetros por hora durante 22 quarteirões, resultando em vários acidentes reais que não estavam no roteiro); e a preferência pela manipulação manual das câmeras, conferindo às cenas um tom tremido e documental.
A trilha sonora contribui para criar a tensão necessária ao suspense que o diretor quis expressar no longa, auxiliando, inclusive, a amenizar a falta de diálogos do filme, que suspende explicações verbais, apoiando-se nas ações meticulosamente insinuantes para contextualizar os mais desatentos. Outro trunfo do diretor é o final da história, ambíguo e sugestivo, completado pelo desfecho das histórias reais daqueles que influenciaram os personagens. Genial! É a primeira vez, pelo menos entre os vencedores do Oscar até aquele ano, que o final de um longa fica em aberto, vulnerável a interpretação de cada espectador.
OBS: Reparem nos primeiros minutos do filme. Há um paralelismo entre cenas na América e na França, chegando ao ponto de confundir o espectador sobre qual será a principal locação do filme. Mais um ponto positivo para a proposta cinematográfica de Friedkin.
Além de Operação França, foram candidatos a Best Picture em 1972 os seguintes filmes: A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show), Nicholas e Alexandra (Nicholas and Alexandra), Um Violinista no Telhado (Fiddler on the Roof) e Laranja Mecânica (Clockwork Orange), considerada por alguns críticos a maior injustiça da história do Oscar. Os dois filmes são realmente muito bons, mas os gêneros são completamente diferentes e o problema de Laranja Mecânica é que envelheceu bem, mas na época de seu lançamento não conseguiu expressar sua verdadeira importância para a história do cinema mundial.
OPERAÇÃO FRANÇA (THE FRENCH CONNECTION)
LANÇAMENTO: 1971 (EUA)
DIREÇÃO: WILLIAM FRIEDKIN
GÊNERO: POLICIAL/ AÇÃO
NOTA: 8,8
23 novembro 2010
TOP 1971 - Patoon - Rebelde ou Herói?
O desenrolar dos fatos se dá num ritmo lento e monótono (preenchendo 2 horas e 56 minutos de gravação!!) e as locações não são as mais charmosas. Não posso negar que a fotografia seja deslumbrante, mostrando parte do norte da África e da Itália, mas a mania de alguns diretores de estenderem as cenas de ação bélica só para deixar o filme mais real não cola e só impede o bom aproveitamento de quem assiste.
Quem dá nome a cinebiografia é o general norte-americano George Patoon (George C. Scott), um dos aliados mais temidos entre os nazistas na Segunda Guerra Mundial (por causa de suas campanhas heróicas) e um dos comandantes mais desajeitados no que dizia respeito à comunicação interpessoal entre a sua tropa. Era totalmente insensível quando buscava a vitória e tinha declarada obsessão pela guerra e amor ao campo de batalha. Seus subordinados eram constantemente desrespeitados por ele, principalmente quando faziam corpo mole ou alegavam estar sofrendo dos nervos devido a pressão da guerra.

Esqueci de comentar antes, mas quem assina o roteiro de Patoon é ninguém mais ninguém menos que Francis Ford Coppola!! O aclamado diretor já mostrava seu talento nesta produção, que levou no total 8 prêmios da Academia. Além dele, disputaram a estatueta de Melhor Filme em 1971 os longas: Love Story: Uma História de Amor (Love Story), Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces), Aeroporto (Airport) e M.A.S.H.
OBS: Não deixe de prestar atenção na primeira cena do filme, que antecede os créditos e mostra Patoon discursando para uma suposta tropa (que não aparece. Ele dirige as palavras para o espectador). No fundo, uma gigantesca bandeira dos Estados Unidos ilustra seu imponente e ufanista discurso, que glorifica os americanos, subestima outros povos, ao mesmo tempo em que revela sua eficiência bélica e seu comprometimento com a causa da guerra, declarando, desde os primeiros minutos, sua bipolaridade.
PATOON – REBELDE OU HERÓI? (PATOON)
LANÇAMENTO: 1970 (EUA)
DIREÇÃO: FRANKLIN J. SCHAFFNER
GÊNERO: DRAMA/ BIOGRAFIA
NOTA: 7,5
TOP 1970 - Perdidos na Noite

19 novembro 2010
1/3 ESTREIA - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

18 novembro 2010
Doc. Desde o Tempo do Trem
Até!
12 novembro 2010
1/3 ESTREIA - Muita Calma Nessa Hora

O diferencial do humor apresentado por esta turma é a inteligência, a criatividade e a falta de preconceitos. Numa sociedade que exige que o politicamente correto seja praticado a todo o momento, é saudável que alguns subversores façam rir sem receio de que essa ou aquela piada afete algum grupo social. Como conseguem isso? Com a sacada de incluírem tudo e todos em seus textos afiados por meio de piadas apropriadas e engraçadíssimas. Assistindo ao trailer no cinema ri muito. Espero que a dose se repita em dimensão bem maior ao longo da exibição.
MUITA CALMA NESSA HORA
LANÇAMENTO: 2010 (BRASIL)
DIREÇÃO: FELIPE JOFFILY
GÊNERO: COMÉDIA
VONTADE: 10,0
Mas hoje ainda temos, além do destaque, mais quatro lançamentos. São eles:
REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR. Brasil, 2010. Direção: André Klotzel. Gênero: Drama.
Elenco: Germano Haiut, Aramis Trindade, Fabiula Nascimento, Selton Mello, Ana Lúcia Torre, Marcos Cesana.
VONTADE: 9,5
JACKASS 3D. EUA, 2010. Direção: Jeff Tremaine. Gênero: Comédia. Elenco: Steve-O, Johnny Knoxville, Jason ´Wee Man` Acuña, Ryan Dunn, Bam Margera.
VONTADE: 9,0
MINHAS MÃES E MEU PAI (The Kids Are All Right) EUA, 2010. Direção: Lisa Cholodenko. Gênero: Drama. Elenco: Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson, Julianne Moore, Annette Bening.
VONTADE: 9,0
RED, APOSENTADOS E PERIGOSOS (Red) EUA, 2010. Direção: Robert Schwentke. Gênero: Suspense. Elenco: Mary-Louise Parker, Richard Dreyfuss, Ernest Borgnine, John Malkovich, Morgan Freeman, Helen Mirren, Brian Cox, Julian McMahon, Bruce Willis, John C. Reilly.
VONTADE: 8,0
Semana que vem tem mais 1/3 ESTREIA. Bom fim de semana e muitas sessões a todos. Ah, não pude indicar aqui (pois só posto longas), mas hoje estreia o documentário SENNA, que conta a ascensão e queda do maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Não percam!
OBS: Essa é minha centésima postagem!! Pá pá pá pá pá pá (palmas pra mim)..rsrsrsrs
11 novembro 2010
RANKING - Melhores Cantores


9º LUGAR: ARNALDO ANTUNES/ NANDO REIS
Ambos ex-integrantes do Titãs, primam pelo experimentalismo e pela verve alternativa em suas composições e interpretações. Rock, samba e pop se misturam e dão o tom mágico que, juntamente com as letras preciosamente bem escritas, garantem a altíssima qualidade do som dos dois artistas. TOP Arnaldo Antunes: “Não Vou me Adaptar”/ TOP Nando Reis: “Resposta” e “Sou Dela”.

8º LUGAR: RAUL SEIXAS
O Maluco Beleza vive na memória de todos seus fãs até hoje. Nas décadas de 70 e 80 revolucionou o rock brasileiro com suas letras de protesto ou apenas as canções de desbunde. Sarcástico, irônico e divertido, Raulzito é sempre atual nos fins das festas ou nas baladas alternativas. TOP Raul Seixas: “Gitá”.
7º LUGAR: DIOGO NOGUEIRA/ ARLINDO CRUZ

Quase unanimidade na música brasileira, consegue compor sucessos de massa, que são ao mesmo tempo populares e “cult”. Dono de uma capacidade absurda de brincar com a voz, Djavan mantém desde a década de 80 uma sonoridade particular e carismática. TOP Djavan: “Sina”.
4º LUGAR: ROBERTO CARLOS
Há 50 anos, o rei atrai multidões ávidas por ouvirem as centenas de sucessos, sejam da época da Jovem Guarda ou as canções mais românticas. Compôs freneticamente ao longo do tempo, o que lhe rendeu um dos maiores repertórios da música brasileira. Sempre com um apelo popular, é sinônimo de excelência para os fãs de todas as idades. TOP Roberto Carlos: “Detalhes”.
3º LUGAR: GILBERTO GIL
Mestre no violão, Gilberto Gil é um fenômeno musical que até já se arriscou pela política (como Ministro da Cultura). Brinca livremente com os tons, melodias experimentais e as letras geniais que louvam o nordeste e o Brasil. Pertencente ao que de melhor existe hoje na música, é história viva! TOP Gilberto Gil: Expresso 2222.
2º LUGAR: CHICO BUARQUE
O maior dos dribladores da censura militar por meio da palavra, Chico compôs centenas (ou até milhares) de canções que influenciam, motivam e incentivam qualquer aspirante a carreira musical que se preze até os dias atuais. De uns tempos pra cá, tem se dedicado exclusivamente a literatura, atividade que já o premiou várias vezes. TOP Chico Buarque: “Cotidiano”.
1º LUGAR: CAETANO VELOSO
BÔNUS

A voz grave assusta, mas o cara é manso que só. Suas composições primam pela ousadia, subversão e crítica social. A criatividade com que produz e interpreta suas produções é o diferencial de Zeca, uma das maiores apostas da nova MPB. TOP Zeca Baleiro: “Telegrama”.


10 novembro 2010
TOP 1969 - Oliver!
A impressão ao assistir Oliver! vencedor do Oscar de Melhor Filme no Oscar de 1969, é que tudo é muito jogado e só existe para dar suporte aos números musicais e coreografias megalomaníacas. As cenas musicadas representam grande parte do filme, mas existem sem realmente terem um porquê (como acontece com as trocentas músicas inseridas em Cantando na Chuva [todas acertadamente bem posicionadas]). Ainda se o roteiro fosse original, dava um desconto, mas a embromação era evidente numa história que todos já conheciam.

As canções são adequadas, inovadoras e até divertidas, porém são extremamente longas e desnecessárias em diversos trechos. O primeiro diálogo demora muito a aparecer, uma vez que toda a introdução da história é dada através de música. Pode ser que na época o ritmo da trama tenha agradado, mas com o tempo, o filme tornou-se muito cansativo. Ele não envelheceu bem, mesmo se tratando da história do cativante Oliver Twist.
Em contrapartida, no mesmo ano de 1969, poderia participar da disputa para Melhor Filme uma das obras primas de Ridley Scott: 2001 – Uma Odisséia no Espaço que, convenhamos, é bem melhor que Oliver! Porém, 2001 não chegou nem a ser candidato. Mais uma da Academia....Naquele ano, concorreram juntamente com o vencedor: Rachel, Rachel, Romeu e Julieta (Romeo e Juliet), O Leão no Inverno (The Lion in Winter) e Funny Girl – A Garota Genial (Funny Girl).
OLIVER!
LANÇAMENTO: 1968 (REINO UNIDO)
DIREÇÃO: CAROL REED
GÊNERO: DRAMA/ MUSICAL
NOTA: 7,0
09 novembro 2010
TOP 1968 - No Calor da Noite
Sidney Poitier dá vida a Virgil Tibbs, um perito em homicídios da Filadélfia que está visitando a mãe no Mississipi quando é autuado pela polícia local apenas por ser negro e estar perto do local de um crime (o assassinato do Sr. Colbert, empresário responsável pela construção de uma grande fábrica na cidade). A humilhação pela qual passa vai aumentando a partir da descoberta por parte da população de seu verdadeiro ofício. Todos desacreditam que um negro possa se vestir bem, ganhar mais do que os brancos e ainda ser mais inteligente. Torna-se prioridade para Tibbs continuar na cidade até descobrir o verdadeiro assassino e provar para aquele povo que a cor não determina inferioridade.

A trilha sonora é composta por uma canção principal (In The Heat of the Night), composta exclusivamente para o filme por Ray Charles, e uma seleção perfeita de sons que garantem o suspense e a ação frenética (à la Agatha Christie) que o filme proporciona (a estatueta de Melhor Som foi levada por No Calor da Noite). As atuações são dignas das premiações recebidas, principalmente as da dupla de protagonistas, que arrebenta à frente do elenco, principalmente mais pro final da história, quando a pressão popular e a violência sobre Tibbs começam a se tornar sinal de perigo para o personagem.
Diante da empatia que tenho com o filme, acredito, entretanto, que ele não devia ter levado a estatueta principal no Oscar daquele ano. Em 1968, concorriam ao posto de Melhor Filme, além de O Fantástico Dr. Dolittle (Doctor Dolittle), outros três filmes soberbamente bem feitos. São eles: Adivinhe Quem Vem Para Jantar (Guess Who's Coming to Dinner), Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas (Bonnie & Clyde) e A Primeira Noite de um Homem (The Graduate), este último, para mim, o verdadeiro merecedor da premiação de Best Picture. A Academia, entretanto, adora filmes-mensagens, ou seja, aqueles que têm algo pra dizer além do que já dizem. Bláááááááá....
NO CALOR DA NOITE (IN THE HEAT OS THE NIGHT)
LANÇAMENTO: 1967 (EUA)
DIREÇÃO: NORMAN JEWISON
GÊNERO: DRAMA/ POLICIAL
NOTA: 8,5
08 novembro 2010
TOP 1967 - O Homem Que Não Vendeu Sua Alma

05 novembro 2010
1/3 ESTREIA - Jogos Mortais - O Final

Hoje estreia nos cinemas brasileiros o que foi divulgada como sendo a última parte da série. Acreditando ou não que este seja o fim, estou muito a fim de ver a carnificina (que desta vez é em 3D). O uso da tecnologia digital veio para tentar reanimar o público, fã da novidade criada há alguns anos quando do aparecimento deste tipo de terror macabro, angustiante e moralista (por incrível que pareça). Vamos ver se funciona...
JOGOS MORTAIS – O FINAL (SAW 3D – THE TRAPS COME ALIVE)
LANÇAMENTO: EUA (2010)
DIREÇÃO: KEVIN GREUTERT
GÊNERO: TERROR
VONTADE: 10,0
Também estreiam nos cinemas nacionais hoje:
UM PARTO DE VIAGEM (Due Date) EUA, 2010. Direção: Todd Phillips. Gênero: Terror. Elenco: Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan, Danny McBride, Jamie Foxx e Juliette Lewis.
VONTADE: 8,0
SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO (Scott Pilgrim Vs. the World) EUA, 2010. Direção: Edgar Wright. Gênero: Comédia/ Ação. Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Jason Schwartzman.
VONTADE: 6,0
ONDINE. Irlanda, 2010. Direção: Neil Jordan. Gênero: Drama. Elenco: Colin Farrell, Dervla Kirwan, Alicja Bachleda-Curus, Stephen Rea.
VONTADE: 4,0
CYRUS. EUA, 2010. Direção: Mark e Jay Duplass. Gênero: Comédia/ Drama. Elenco: John C. Reilly, Jonah Hill, Marisa Tomei, Catherine Keener, Matt Walsh.
VONTADE: 6,0
MINHA TERRA, ÁFRICA. (White Material) França, 2009. Direção: Claire Denis. Gênero: Drama. Elenco: Isabelle Huppert, Christopher Lambert, Isaach de Bankolé.
VONTADE: 2,0
É isso aí. Semana que vem (como sempre) tem mais. Bom fim de semana a todos!